segunda-feira, janeiro 8

"Quando o Passatempo vira Trabalho" - UnB

Especial - Quando o Passatempo vira Trabalho
Desde criança, o desenhista americano Keno Don Rosa costumava desenhar histórias em quadrinhos em seus blocos de anotações. Criado na companhia de uma irmã aficionada por gibis antigos, ele passava horas criando, por diversão, tirinhas e histórias para jornais da escola. Formou-se em Engenharia Civil e passou a administrar a construtora da família. Anos depois, inventou um super-herói a pedido de um jornal pequeno. Com o sucesso imediato, Don Rosa deu início à nova carreira: hoje é considerado um dos desenhistas mais geniais da Disney. O passado de cálculos e obras está enterrado.

O desenhista é apenas um exemplo famoso, mas vários profissionais anônimos conseguem fazer o que, em tempos de crise no mercado formal de trabalho, parece impossível: transformar o lazer em ganha-pão. Muitas atividades paralelas começam como prazer, relaxamento ou complemento da renda, mesmo em uma época de salários em desvalorização e falta de oportunidades. Mas o desempenho e a dedicação vão definindo novos rumos profissionais e, em alguns casos, o novo projeto acaba virando o foco no campo profissional.
Vontade - O sinal mais evidente de que o passatempo ocupa lugar especial na vida de alguém e pode até se transformar em alternativa profissional é a dedicação. Se, cada vez mais, a atividade prazerosa ganha espaço e o trabalho perde importância, vale a pena avaliar se um novo projeto, baseado naquele prazer, é viável.

Para que essa atividade se transforme em algo rentável, é preciso que haja um casamento entre duas forças: oportunidade e vontade. Se não houver uma brecha no mercado, estímulo externo e ações de incentivo, ela nunca se tornará uma opção profissional. Sem vontade, as oportunidades passam despercebidas.

Quando uma atividade lúdica e prazerosa se transforma em profissão, ela deixa filosoficamente, de ser um passatempo. Com caráter de lazer e relaxamento, serve como válvula de escape para o cansaço imposto pela rotina. Quando alçado ao posto de trabalho, passa a vir acompanhado de prazos, pressões e maior exigência por disciplina e normas. Ainda assim, pode agregar mais felicidade e recompensas do que a função anterior, e ainda atenuar as dificuldades naturais do mercado.

Fonte: http://www.unb.br/servicos/oportunidades/hobby/index.php

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