Sábado, Junho 28

Michael Turner

Este sábado começou com uma notícia um tanto assustadora. O desenhista de quadrinhos norte-americano Michael Turner faleceu ontem, com 37 anos, devido a um câncer contra o qual lutava há muitos anos.
O trabalho dele ficou conhecido quando começou a desenhar a personagem Witchblade, publicada pela Image Comics na época.
Depois disso, criou suas próprias revistas e fundou a Aspen Comics.

Antigamente, eu comprava as revistas lançadas no Brasil que vinham com as histórias de The Darkness, do Marc Silvestri, e Witchblade.



Sexta-feira, Junho 27

Um pouco de subcultura faz bem

Eu soube que o ilustrador H. A. Kipper lançou um livrou sobre a subcultura gótica. A propósito, sempre foi difícil responder o que é gótico. Contracultura? Subcultura? Vinicultura? Se você não faz idéia do que é isso, tente se lembrar da novela Vamp. Nos anos 80, a década perdida, a subcultura gótica era tão subpopular que chegou a contaminar os estúdios da rede Globo. Mas é muito mais abrangente e influente do que uma mera moda vampiresca. É um estilo obscuro e uma cultura um tanto liberta das idéias pré-concebidas, como diria o Menino do Dedo Verde. Poucas pessoas sabem o que é porque esse submundo nunca quis mesmo subir à superfície em que se conforma o olhar da maioria. Merece, sim, um estudo aprofundado essa feliz manchinha negra que temos na sociedade.
Henrique Kipper é um grande especialista no assunto. O livro deve esclarecer tudo bem didadicamente. Na verdade, eu não sei, eu não li. Mas se eu encontrasse o livro por aí (por enquanto, só se compra on-line), provavelmente eu me interessaria em comprar aos ser atraído pela capa, como eu costumo fazer (fato). Nada como um autor ilustrar sua própria obra. Mas o que me chama mais atenção é o brilhante título, "Happy House in a Black Planet", no qual o público afim já identifica dois nomes conhecidos, a música "Happy House" da banda Siouxsie & The Banshees, e "Black Planet", hit oitentista da banda Sisters of Mercy (não resisti e coloquei o vídeo abaixo). Mais importante do que isso, o livro já sugere o ponto de vista de que a subcultura, ou cena gótica, como quiserem, não é uma casinha de terror isolada no nosso ensolarado planeta, muito pelo contrário.
Mas julgar pela capa não é bem o que se deve fazer; portanto, saiba mais sobre o livro no blog:
http://introsubculturagotica.blogspot.com/
e dê uma olhada abaixo nas amostras que colhi do trabalho do autor/ilustrador.

E o vídeo da banda Sisters of Mercy:

Terça-feira, Junho 24

Julgar os Vivos e os Mortos


Ilustração para o Informativo do UniCeub, Primeira Impressão, com base no texto que envolve a oficina Perdiz, que fica aqui na Asa Norte (bem ali), Brasília, a qual se transforma também em palco para peças teatrais. A oficina-teatro já foi tema de uma reportagem no Fantástico e de um documentário.
Mas a ilustração remete, em primeiro lugar, ao título do texto, Julgar os Vivos e os Mortos, por isso o ar misterioso, os canos formando uma balança e os outros elementos subliminares (ou não).

Até a próxima!

Sábado, Junho 21

Hobbit em Quadrinhos

Graphic novel O Hobbit na minha mão magra.

Adquiri há algum tempo. É uma adaptação para os quadrinhos da obra de fantasia Hobbit, de J.R.R. Tolkien (e seu cachimbo), que antecede o Senhor do Anéis. Charles Dixon (tenho algumas histórias do Batman feitas por ele) foi quem se incubou de adaptar a jornada para apenas 134 páginas, belamente ilustradas por David Wenzel, que utilizou traços simples e cores aguadas bem vivas, o que torna a leitura mil vezes mais agradável - caiu como uma luva. O livro foi produzido em 1990, e trazido para o Brasil em 2003 pela editora Devir (e eu achava que era algo novo). Recomendo. Embora eu não tenha lido o livro, continuo achando que tudo se tornou sintético demais, talvez Dixon não tenha alcançado o devido tom de épico, uma sensação de grandeza própria do gênero, ou talvez seja apenas por causa da limitação inevitável da adaptação, já que, em se tratando de quadrinhos, jornada épica mesmo seria a do desenhista. Fora alguns descuidos da revisão, não tenho mais nada a reclamar.

É assim que deve parecer uma história de fantasia.

Domingo, Junho 15

Duas Leituras

Eu havia mencionado antes no meu blog a graphic novel de David Petersen, Pequenos Guardiões, sobre a qual então não se tinha ainda certeza de que chegaria ao Brasil. O tempo não demora, já está em todas as livrarias os volumes traduzidos, prontinhos. Experimentei comprar o primeiro volume levando também, quase improvisadamente (com o valor três vezes maior), uma edição das Aventuras de Tintim, No País do Ouro Negro.
Direto ao assunto: A série de Petersen, coisa nova, best-seller, foi uma decepção. Enquanto Tintim continua bom como sempre foi.



Sim, os ratinhos foram uma decepção, a começar pelas canelas. O volume é fino e ralo. Eu ainda não entendi por que, originalmente, resolveram editar as histórias de forma tão lacônica. Podiam ter condensado mais. Eu não demorei nada para ler. A quantidade de informações é tão pouca quanto a de um livro para criançinhas. Só escapole graças ao teor violento que, de tão rápida a narrativa, fica, pelo menos, no nível da expectativa - posto em palavras quando um dos três heróis roedores se mostra como um aniquilador de traidores. Contei o livro inteiro.



Depois de 70 anos, eu, com 20 e pouco, não posso apresentar Tintim. Só posso dizer que eu gostava bastante dos desenhos animados antigamente e que suas histórias em quadrinhos se tornaram vício instantâneo agora há pouco. A grande novidade é que a editora Cia das Letras está relançando (acho que) todas as aventuras em graphic novels em edições que basta a qualidade do traço simples, limpo e perfeito de Hergé (A melhor definição de "cartum realista") para embelezar e dar conteúdo. Abrindo-as, você verá que também dispensaram apresentações e foram direto ao assunto. Direto às aventuras, relevantes e muito bem narradas através de pequenos acontecimentos engraçados(É isso! Distinguir história de ação é um pensamento atrasado, e Hergé já sabia disso há quase um século atrás), sem aquelas invenções mirabolantes e fantasiosas que te deixam cada vez mais distante dos personagens. Ou seja, você não precisa viajar para um mundo de fantasia a fim de se aventurar, é só viajar para outros países e pronto.


Quarta-feira, Junho 4

Abriu o Portal



WO2 - Portal das Academias está no ar!!!
www.wo2.com.br
Mas ainda haverá mais coisas no site, isso é só o começo.

Até mais, pessoas!